Compem discute pauta prioritária para pequenas empresas em 2019

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19/02/2019   15h56

Mudanças no Simples Nacional, implementação do eSocial e acesso ao crédito dominarão a agenda de defesa de interesses das micros e pequenas empresas, avaliam os integrantes do Conselho Temático da Micro e Pequena Empresa (Compem) da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A primeira reunião do ano, que ocorreu nesta segunda-feira (18/02), em Brasília, foi dedicada ao exame de perspectivas para a pauta de MPEs no Brasil com a nova configuração governamental e legislativa, tanto em âmbito federal quanto estadual.

O presidente do Compem e da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), Amaro Sales, afirmou que será um ano decisivo tanto para resolver antigos problemas quanto avançar em temas novos. Ele lembrou que em outubro começa a valer a exigência para que MPEs utilizem o eSocial, sistema digital que centraliza as obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas das organizações. “Esse tema nos preocupa pois aumenta o custo da micro e pequena empresa, que muitas vezes não tem o operacional e a responsabilidade recai sobre o próprio empresário”, afirmou.

Sobre crédito, Sales ressaltou a importância dos serviços prestados pelo Núcleo de Acesso ao Crédito, iniciativa da CNI em parceria com federações de indústrias que apoia empresas a encontrar condições e modalidades adequadas para financiar diferentes operações dos negócios. “Neste ano, teremos novidades no NAC. Estamos entusiasmados com a possibilidade de atender mais empresas com a ajuda da tecnologia para que os processos sejam mais rápidos e, as condições, melhores”, avaliou. Atualmente, 20 federações de indústrias oferecem serviços do NAC. Além da consultoria às empresas, o NAC também busca firmar parcerias com instituições financeiras para estreitar o relacionamento entre a indústria e os bancos, oferecendo condições melhores para empresas industriais.

GOVERNO – José Ricardo da Veiga, subsecretário da Micro e Pequena Empresa, Empreendedorismo e Artesanato do Ministério da Economia, explicou que a gestão atual manteve boa parte da pauta que vinha sendo articulada no governo anterior. “Ações estruturantes que vinhamos tocando, como o do Sistema Nacional de Garantias, de desburocratização, acesso a crédito e capacitação para pequenos negócios e da criação da Política Nacional da Micro e Pequena Empresa foram muito bem avaliados pelo governo que entrou. Seguiremos tocando esses projetos pois o novo governo sabe que eles contribuirão para a melhoria do ambiente de negócios no Brasil. Nesse sentido, o Compem é importante para acompanhar a execução das ações e apoiá-las”, afirmou.