Na Semana Nacional de Crédito, Compem discute acesso a financiamento

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28/11/2018   13h40

Até o fim desta semana, eventos em todo o país reunem instituições financeiras, empresas e entidades empresariais para discutir crédito e financiamento para empresas durante a Semana Nacional de Crédito. Por isso, o tema teve papel central na última reunião do ano do Conselho Temático de Micros e Pequenas Empresas (Compem) da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A coordenadora nacional da rede de Núcleos de Acesso ao Crédito (NAC), Suzana Peixoto, apresentou um panorama da nova parceria firmada entre o NAC, coordenado pela CNI, e a Caixa Econômica Federal (CEF). O objetivo da cooperação é aproximar o banco das indústrias, ampliar o conhecimento das empresas sobre os serviços oferecidos pela Caixa.

Nesse sentido, até o dia 29 de novembro, federações de indústrias de diversos estados e a Caixa realizam uma série de eventos, com atividades diversas. “Os temas variam de acordo com a cidade e o perfil da indústria na região. No Pará, o foco foi a apresentação de propostas de empresas que buscam financiamento para exportação. No Tocantins, houve rodadas de crédito. Em São Paulo, tivemos palestras”, ilustrou Peixoto.

O presidente do COMPEM, Amaro Sales, ressaltou que os eventos têm ajudado o empresário a identificar instrumentos disponíveis para atender às necessidades do negócio.

“O mais importante é que agora a gente tem como dar condições técnicas, não só de crédito, mas de gerenciamento de contas e de finanças. Desta forma, as empresas têm na Caixa mais do que um banco parceiro no seu desenvolvimento, mas também um apoio na gestão financeira”, explicou Ricardo Lima, da Gerência Nacional de Estratégia de Clientes da Caixa Econômica.

POLÍTICAS – José Ricardo Veiga, secretário especial da Secretaria da Micro e Pequena Empresa (Sempe) do Ministério de Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), apresentou avanços na área de políticas públicas para pequenos negócios. Veiga lembrou que, após 2 anos desativado, o Fórum Permanente das Micro e Pequenas Empresas retormou as atividades, com 84 participantes e mais de 60 reuniões realizadas.

Ele também explorou a necessidade de organizar um Sistema Nacional de Garantias. “Hoje, temos instrumentos disponíveis, mas que não se comunicam. Quem mais se beneficiará dessa governança são as pequenas empresas. O que vemos no exemplo de outros países, como Portugal, é que um sistema de garantias melhorou o desempenho econômico e permitiu a criação de novos empregos”, afirmou.